sábado, 22 de setembro de 2007

Imagens Banalizadas - Texto de Ruiz de Souza Oviedo

"A tecnologia proporciona verdadeiros milagres, mas também produz alguma banalização. Nunca se tirou tanta fotografia instantânea como hoje: em todo lugar há gente promovendo a permanência de um instante, que imediatamente se ilumina na tela minúscula de uma câmera digital ou de um telefone celular. Impossível não lembrar as fotos antigas, quando o fotógrafo, investido de alguma solenidade, pedia aos fotografados que se preparassem, que posassem, e de repente acionava o botão, e triunfava: -Pronto! E era esperar algum tempo para que a foto fosse revelada e encaminhada ao álbum da família. Na pressa de hoje, os "cliques" das maquininhas eletrônicas disparam como metralhadoras, as pessoas mal têm tempo para ver as fotos e logo, enfadadas, apagam-nas. As eventualmente selecionadas costumam ir parar nos arquivos de um computador. Mais cedo ou mais tarde, serão igualmente apagados. De fato, o tempo está passando cada vez mais rápido."

Eu gostaria de pegar uma carona aqui no texto do Ruiz e dizer que, hoje em dia, além das fotografias há muito mais banalizado. Ruy Castro, em um artigo publicado na Folha de São Paulo, disse, entre outras coisas, que a maioria das pessoas fala ao celular não porque tem algo importante pra falar mas apenas porque ele está à mão. O que dizer dos e-mails que chegam às dezenas e centenas à sua caixa de mensagens diariamente? e o que você acha de uma pessoa que tem 500 amigos... no Orkut? Isso pra não falar de questões mais sérias como a família e o casamento...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

BLOGAGEM COLETIVA





Irmãos brasileiros! Pentacampeões!, Apesar da derrota, caros compatriotas!
Nosso País está em festa!!! Celebremos a cada quatro anos como idiotas
Descaso pela educação...Nossas crianças sem escola pedindo esmola
Enquanto se prioriza, para poucos, o 3.º grau se esquece do fundamental
Pra depois pensar em cotas, migalhas vexatórias e discriminatórias
Epidemia nas planícies e nos planaltos! ...doença da podridão...corrupção
Nosso Congresso contaminado, cuecas com fundos roubados, sanguessugas, mensalão
Dinheiro suado do povo nas mãos sujas dessa corja de ladrões, assassinos, genocidas
Exterminam nossa esperança, e nas intermináveis filas, diariamente, milhares de vidas
Nosso País precisa aprender a ser Nação, a terra de todos os povos virou terra de ninguém
Chega de impunidade, falta de responsabilidade, de compromisso com o cidadão
Inércia do povo tem de terminar não só na Copa ou Carnaval, no resto do ano também
Achar dinheiro e devolver ao seu dono não é regra, virou exceção! Dá até destaque na televisão!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O ÁS NO VOLANTE!

Existem ases no volante em todas as classes sociais, este é apenas um exemplo...

Aylson Piquê Sena da Silva, filho de um fanático torcedor da Fórmula 1, nasceu como todos nós: quase careca, pelado e, principalmente, inocente...
A vida não lhe deu bons exemplos, o trânsito caótico da grande cidade... Tornou-se, então, um motorista, eu não diria típico, mas, não raro.
Transformava-se, à bordo de seu "poçante" (haja óleo) no "ás no volante", irritava-se com tudo e com todos.
Acreditava que todos saíam às ruas para "atrapalhá-lo". A buzina era o acessório mais utilizado, aliás, dirigia só com uma das mãos, a outra estava sempre descansando sobre ela.
Tinha um tempo de reação comparável ao de grandes atletas no "tiro de largada", na mudança do sinal vermelho para o verde, a pressão na dita cuja era quase instantânea.
Não dava passagem a ninguém e xingava quem não lhe desse passagem. Não admitia ser ultrapassado! acelerava e fechava seu "oponente".
Um dia, retornando de suas merecidas férias estava sossegado, ouvia sua música no último volume e seguia rumo ao escritório. Um carro que vinha logo atrás deu um toque de buzina, visto que, o folgado estava devagar e na faixa da esquerda, Aylson apenas ignorou...
Então aquele motorista decidiu ultrapassá-lo pela direita mesmo, imediatamente o ás no volante acelerou e fechou o coitado que surpreendido pelo ato insano não conseguiu frear...
Conclusão: discussão e, se não fosse a "turma do deixa disso" seria agressão... Chegou então o ás atrasado no primeiro dia de trabalho após suas férias.
Entrou na sala de seu supervisor para justificar seu atraso e encontrou seu colega de sala.
O que você está fazendo aqui? O Carlos não chegou ainda?
O Carlos foi demitido semana passada, o novo supervisor ligou pra mim da rua avisando que vai chegar um pouco atrasado, ele pediu para eu ficar um pouco aqui até ele chegar.
O que aconteceu com ele?
Ele se envolveu num pequeno acidente aí com um idiota e teve de levar seu carro na oficina...