domingo, 13 de janeiro de 2008

Por que o tempo passa tão rápido?

Como o dia passou rápido!... Já estamos no meio do ano!... Este ano voou!... você já ouviu isso de alguém? já falou também? Parece-me que esta idéia é senso comum hoje em dia.

Por que temos mais e mais esta sensação? Li dois artigos muito interessantes sobre o assunto. No final do post tem os nomes de seus autores com os respectivos links para quem quiser lê-los na íntegra.

A Noção de tempo

Para a psicóloga Maria Alice Pimenta, professora da UFRGS, a noção de tempo tem muito a ver com a questão de nossa memória e nossas expectativas.

Por isso, penso, não temos noção nenhuma do nosso tempo de bebê, quando somos crianças o tempo custa mais a passar devido às nossas expectativas e quanto mais envelhecemos aumenta a sensação de que o tempo está mais veloz devido à riqueza de informações do passado em nossa memória e a diminuição gradativa das nossas expectativas.

Segundo Airton Luiz Mendonça o cérebro "mede" o tempo por meio da observação dos movimentos dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Há outro ponto a considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado, ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho, por isso a maior parte de nossas ações diárias é automatizada. Quando você vive uma experiência pela primeira vez ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo, isso acontece, por exemplo, quando estamos aprendendo a dirigir. No início é tudo tão complicado, mas com a prática torna-se algo em que você não precisa mais "pensar" para realizar. Estas ações automatizadas passam despercebidas por nós, ou seja, o que faz o tempo parecer que acelera é a rotina.

Outro fator que desencadeia esta sensação é a ansiedade, hoje em dia somos bombardeados com uma quantidade absurda de informações.

A tecnologia tornou a vida mais ágil, informações que demoravam horas ou até dias para serem obtidas, hoje demoram minutos ou até segundos, mas tudo tem um limite. As pessoas estão cada vez mais pressionadas a fazerem mil coisas durante o seu dia, e aí o tempo não dá mesmo.

Quais seriam, então, as soluções para amenizar esta sensação? Porque o tempo realmente não pára nem espera, muitas vezes ele dispara...

É preciso desacelerar. O teólogo e escritor Leonardo Boff acredita que a única maneira de combater a pressa é por meio de outro paradigma cultural, "que dá mais importância ao ser que ao ter e que integre ser humano e natureza. Dentro do atual paradigma caracterizado pela velocidade e eficiência, só é possível tendo atitudes anticulturais, conscientemente desligar-se dos ritmos impostos, reduzir o uso da TV, do rádio e dos celulares (eu acrescento da internet) vivendo uma vida voluntariamente mais simples e centrada mais no que é necessário.

A mentalidade materialista também é abordada como um dos grandes fatores para o desperdício de tempo no livro "Tempo de Viver" do neurocientista Ivan Izquierdo, do Centro de Memória da UFRGS.
Segundo ele nós vivemos numa sociedade anestésica, perseguindo nossos bens materiais, acabamos nos distraindo do nosso mundo pessoal onde habitam sentimentos, amores, nossas preferências e imaginação. Para Izquierdo, disciplina e saber dizer não são imprescindíveis para aproveitarmos melhor nosso tempo.
Para Airton Luiz Mendonça o antídoto para a aceleração do tempo tem uma sigla: M&M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente, e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registre com fotos.
Viaje sempre nas férias, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos, eles destroem a rotina.
Faça festas de noivado, casamento, bodas disso e daquilo, vá a shows, cozinhe uma receita nova, escolha roupas diferentes, tenha amigos diferentes com gostos diferentes, religiões diferentes e que gostem de comidas diferentes... entre muitas outras sugestões.
Particularmente, achei o M&M meio forçado, nem todo mundo tem condições de viver uma vida de viagens, festas, roupas diferentes, shows...etc.
Viver intensamente muitas vezes depende de ações mais simples no nosso dia-a-dia, cada um deve estabelecer suas prioridades com equilíbrio para depois não cair naquela roda viva de stress, ansiedade, depressão...

Marcos Dávila da Folha de S.Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3845.shtml

Airton Luiz Mendonça do Estado de São Paulo
http://pages.apis.com.br/terapiaenergetica/Arquivos%20Selecionados/Porque%20o%20tempo%20parece%20acelerar.htm

10 comentários:

Márcia(clarinha) disse...

Viver intensamente, eis a receita do sucesso, mas como conseguir se o tempo é inexorável?
Temos que manter o equilíbrio e a máxima de viver só por hoje e bem!
dia lindo
beijos

Lino disse...

Deixando de lado a parte técnica, acho que a sensaçãod e encurtamento do tempo se deve às múltiplas coisas que estamos sempre fazendo.

Fernanda disse...

Li há uns 2 anos uma teoria afirmando que realmente o tempo estava a passar mais depressa e isso se devia a alterações no eixo da Terra. Já ñ recordo como se chama a teoria, nem do nome do autor. Mas enfim, é outra possiblidade.
Paulo, até o meu filho de 6 anos se queixa que o tempo passa muito depressa, então essa explicação da infância não me convence.
Não sei porque o tempo passa tão depressa, mas desde que os meus filhos nasceram sinto isso ainda mais. Acho que o tempo passa depressa quando somos felizes, rssss...
Boa semana!
Um abraço.

Lizzie disse...

"O tempo, o tempo todo passa."
Gosto dessa frase, porque realmente exprime o que penso.
O tempo passa, inevitavelmente. Às vezes temos a sensação de que é mais rápido ou mais demoradamente, mas passa. E o que importa é que saibamos aproveitá-lo ao máximo.
Adorei esse post, Paulo!
Me esclareceu uma dúvida que me atormenta há dias já.
Obrigada.


Beijos

www.lizziepohlmann.com

Georgia disse...

Sabe que esse tema foi assunto aqui em casa no jantar de ontem?

Nós tb achamos que o tempo está passando muito rápido. Mas é o que a Bíblia diz que Deus iria abreviar os dias pela maldade dos finais dos tempos.


Bom fim de semana

Ordisi Raluz disse...

Meu amigo, o Moreira vive só na brincadeira.

Abrs.

Bruna disse...

Oi Paulo,

Tão grande o Universo, vai saber se o tempo não está passando mais rápido?

Conseguiu o backup?


Beijos

Anônimo disse...

[purple]Olá!

Dica de boa leitura

Política com seriedade? Confira!

Blog: MOSAICO DE LAMA:
www.mosaicodelama.blogspot.com

Comu: POLÍTICA NÃO É LIXEIRA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30542704

Caso não goste, delete...

Rackel disse...

POxa... gostei do lance 'mude e marque'... já tenho feito isso ha algum tempo, mas não sinto tanta diferença assim não... não parece q o tempo volta ao normal, só parece q eu faço mais coisas do q fazia antes... enfim...

Anônimo disse...

A Memória não está no Cérebro

Celito Medeiros



Eu fico impressionado como permanece este ‘dado falso’ de que a memória dos seres humanos esteja no corpo, ou seja, no cérebro.

Se assim fosse, todo ser humano que perdesse o corpo perderia toda a sua memória.

Mas, quem sou eu para contestar todos os cientistas do mundo em todos estes tempos?

Evidente que, se houvesse inquisição nos dias de hoje. eu e minha memória estaríamos fritos!

De fato, em 1999 eu já escrevia a poesia: Não tenho Alma.

E não tenho. O que eu tenho é um corpo. EU SOU A ALMA.

Alma e pensamento se confundem na própria etimologia da palavra psique ou thetan, cuja definição é espírito ou pensamento. E também existem os que, sem definição apropriada, procuram diferenciar alma de espírito.

Não trato aqui de questões religiosas ou espíritas. Não pertenço a nenhum destes quadros.

No entanto, escrevi sobre minhas vidas passadas em um capítulo de meu livro ‘Melhoramentos de Vida’. E vidas passadas não é um assunto de se acreditar ou não, mas de poder comprovar ou não. Fiz isto não apenas em terapia de vidas passadas pelo método ‘reverie’, qual seja, reviver e não apenas relembrar.

Por certo, também não sou o único a ter certeza das vidas passadas, além dos que possuem dados para acreditar sem mesmo ter comprovado pessoalmente.

E eu o fiz também ‘in loco’, em diversas pesquisas nos lugares onde eu vivi no passado. Sim, nem em todas pude ter dados concretos, mas me bastaria em uma só, como tive. E, aos descrentes, dizer que tive uma condição interessante: ter tido um corpo duas vezes com o mesmo pai e a mesma mãe desta vida; ou seja, o corpo anterior a este e este próprio corpo que agora tenho. A vida anterior a esta, da qual eu mais poderia obter dados, foi de fato a mais difícil de ser localizada; mas quando isto aconteceu... Acabaram-se todas as dúvidas.

O assunto aqui é que a Memória não está no Cérebro. Portanto, o cérebro é apenas mais um órgão do corpo, o responsável pelo funcionamento dos demais. Se algo ali for danificado, outra parte do corpo também o será. É isto e nada mais.

Costumo dar o exemplo para as pessoas: Levante sua mão!

Quem levantou sua mão? A maioria responde: — Ora, fui eu.

Isto mesmo! Não foi o cérebro, pois este "fui eu" significa a própria identidade, o espírito!

Ah, sim... Um médico me respondeu: — Foi meu cérebro!

Ao que eu emendei perguntando: — Quem deu ordem ao seu cérebro?

E ele respondeu: — Fui eu!

O que dá no mesmo; não?

Por isto e por outros motivos, as lobotomias do passado, choques elétricos, complexos de drogas e qualquer medicamento usado para doenças psicossomáticas resultaram em FRACASSO. Nada curaram. Fabricaram, isto sim, a indústria da morte!

Esses tratamentos e medicamentos são parara o corpo, que é matéria, e não para o espírito ou memória, que não são matéria! Como tratar um espírito com medicamentos? Céus!...

Ah! tem os que me pedem provas de que a memória está no espírito e não no cérebro, ao que eu respondo: Dê-me provas de que está no cérebro, pois eu dou evidências... Por enquanto apenas evidências!

www.celitomedeiros.com

Abraços
Clarice